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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Menopausa




A menopausa é uma condição fisiológica definida como o término permanente da menstruação, devido à perda da função folicular ovariana. Clinicamente a menopausa é diagnosticada após doze meses de amenorréia. A determinação da idade de menopausa é difícil devido à variabilidade individual e populacional. Contudo, estima-se que ocorra em média aos 51 anos de idade.
O ciclo menstrual raramente cessa de forma abrupta, sendo a transição menopáusica (perimenopausa) o período durante o qual ocorre ampla flutuação nos perfis hormonais marcando a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. Tendências teóricas destacam que a perimenopausa precede a menopausa em dois a oito anos. As representações, fisiológica e clínica da perimenopausa, não estão completamente compreendidas. Estudos propõem que ela iniciaria quando os sistemas neurohormonais que modulam a ovulação tornam-se desregulados e que subsequentemente ocorreriam alterações nos ciclos menstruais.
Na bioquímica clínica as alterações hormonais típicas que acontecem após a menopausa, em comparação com mulheres que ainda ovulam, são as reduções dos níveis séricos de 17-β-estradiol (E2), comumente referido como estrogênio ou estrógeno, e aumento dos níveis séricos do hormônio folículo estimulante (FSH).
Certos parâmetros bioquímicos também se encontram alterados na menopausa. Estudos mostram que os níveis de ferro (Fe) no corpo aumentam na pós-menopausa  e os estoques de Fe , bem como entre o IMC e o Fe , com a densidade mineral óssea (DMO) em mulheres. Contudo, os níveis corpóreos de Fe podem diminuir, não só devido à má alimentação , mas também em decorrência de atividade física intensa  e do processo menstrual induzido, avaliando o efeito da idade, sexo e outros fatores em parâmetros bioquímicos no sangue humano, observaram que os níveis de creatinina tendem a aumentar com o envelhecimento, enquanto o cálcio e a albumina tendem a diminuir progressivamente. Algumas dessas alterações ocorrem em mulheres, aproximadamente aos 50 anos, podendo ser atribuídas às alterações hormonais.

Ácool Organismo e a Bioquímica

O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago. Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue. Os sintomas que se observam são:
- Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;
- Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;
- Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;
- Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;
- Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.
Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.
A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranqüilizantes, barbituratos, antihistamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte.
O efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados diretamente pelo álcool pode-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool, observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo menstrual.

Intoxicação alcoólica e hipoglicemia:
Como já foi visto antes o álcool etílico, principal componente das bebidas alcoólicas, é metabolizado no fígado por duas reações de oxidação. Em cada reação, elétrons são transferidos ao NAD+, resultando e um aumento maciço na concentração de NADH citosólico. A abundância de NADH favorece a redução de piruvato em lactato e oxalacetato em malato, ambos são intermediários na síntese de glicose pela gliconeogênese. Assim, o aumento no NADH mediado pelo etanol faz com que os intermediários da gliconeogênese sejam desviados para rotas alternativas de reação, resultando em síntese diminuída de glicose. Isto pode acarretar hipoglicemia , particularmente em indivíduos com depósitos exauridos de glicogênio hepático. A mobilização de glicogênio hepático é a primeira defesa do corpo contra a hipoglicemia, assim, os indivíduos em jejum ou desnutridas apresentam depósitos de glicogênio exauridos, e devem basear-se na gliconeogênese para manter sua glicemia. A hipoglicemiaprde produzir muitos dos comportamentos associados à intoxicação alcoólica – agitação, julgamento dinimuído e agressividade. Assim, o consumo de álcool em indivíduos vulneráveis – aqueles em jejum ou que fizeram exercícios prolongado e extenuante – podem prodizir hipoglicemia, que podem contribuir para os efeitos comportamentais do álcool.

A RELAÇÃO ENTRE A BIOQUÍMICA E OS TRAUMAS ÓSSEOS.

Uma das maiores contribuições da BIOQUÍMICA, é explicar ao nível de biomoléculas, os mecanismos que levam às disfunções celulares, que acarretam funcionamento inadequados dos tecidos, afetando assim um órgão ao menos em algumas funções o que resulta em um organismo doente.

Então podemos dizer que os processos patológicos, apresentam de forma bem simplificada o esquema -DISFUNÇÃO BIOQUÍMICA-DISFUNÇÃO FISIOLÓGICA- DISFUNÇÃO HISTOLÓGICA- DISFUNÇÃO ANATÔMICA.

Vamos a um exemplo cotidiano: UMA FRATURA, quase sempre é resultante de mecanismos físicos , que ao agirem sobre o tecido ósseo, acabam por ultrapassar os limites de resistência daquele tecido e causam então uma lesão.No caso abaixo , vemos uma fratura do fêmur onde houve grande deslocamento dos fragmentos ósseos, dificultando do ponto de vista BIOQUÍMICO, a formação de novos elementos celulares. 

Mas na realidade, o que foram lesadas, foram as células daquele órgão , que apesar do aspecto duro,ao receber uma força de intensidade grande, acaba por perder a integridade e aí entra a bioquímica, pois o tecido quando perde a integridade, suas células em análise mais detalhada é que efetivamente sofreram perda de funcionalidade.

O trauma faz com que as MEMBRANAS PLASMÁTICAS, que são a fronteira entre o meio extra celular e intra celular, se rompa, causando assim um extravazamenento do conteúdo da célula, que se deposita no meio extra celular, acionando assim o sistema imune que irá responder a este mecanismo de agressão, mobilizando células responsáveis pela resposta inflamatória, com a finalidade de remover os fragmentos das células lesados, e promover de imediato o processo de formação de células que possam dar sustentação provisória para o tecido que perdeu sua integridade.

Quando a fratura não apresenta necessidade de redução cirúrgica, devido ao grande afastamento de seus fragmentos, basta uma aproximação entre as extemidades descontínuas, para que as células do tecido ósseo se regenerem, formando o que se chama de CALO ÓSSEO, que pode ser descrito de forma resumida, como uma região que possui células novas, que foram sintetizadas devido aos estímulos endógenos que reponderam por sua vez ao mecanismo de agressão físico.

Então novas células do tecido ósseo vão se formando, sofrendo durante o período de regeneração sucessivas divisões celulares, pois só assim é que se formam células para o reestabelecimento da FORMA-FUNÇÃO, óssea , sendo um processo que obviamente varia de acordo com muitas variáveis, porém pode-se afirmar que só há um reestabelecimento da integridade óssea quando todos os constituintes celulares do osso forem novamente sintetizados, o que significa que a integridade de todas as células, por sucessivas sínteses de BIOMOLÉCULAS foram restabelecidas.

E finalizando, o tecido ósseo devido as suas funçõs locomotoras , sustentação e proteção , possuem como característica, o CÁLCIO e outros minerais como constituintes de suas células, então , no processo de regeneração devemos considerar que existe a necessidade de cálcio na corrente sanguínea, para que as células em formação possam utilizar este cálcio , pois sem este a dureza característica dos ossos não será restabelecida, daí o processo de restabelecimento funcional necessitar de tempo varível, porém indispensável para que todo processo possa ocorrer de forma satisfatória

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Aborto Pré-Clínico


Alguns embriões morrem logo após a implantação, sendo identificados pela queda dos níveis plasmáticos de hCG. Outros se aderem tão brevemente ao endométrio que produzem hCG insuficiente para serem detectados. Esses aumentos transitórios do hCG falham em manter o corpo lúteo, resultando em gravidez bioquímica ou aborto pré-clínico, antes da falha menstrual.

Os embriões que morrem antes de 21 dias pós-captação são rotulados como gravidez bioquímica porque não são detectados ao USG. Outros embriões mantêm a produção de hCG até por 28 dias, contudo não sendo detectados ao USG, também constituem aborto pré-clínico. Esses tipos de morte embrionária podem acompanhar gestações gemelares, constituindo assim, a forma mais precoce de fetos "Vanishing". Sua modesta secreção de hCG é mascarada pela produção do feto normal, sendo que sua presença dentro do útero passa desapercebida. Eles constituem apenas vesículas trofoblásticas.

Gestações Bioquímicas correspondem a 10 a 12% dos ciclos de FIV. Metade delas desaparecem 2 a 3 semanas após a transferência e, possivelmente, tão logo o blastocisto se implante, quando os níveis de hCG são menores que 21 mUI/l . Algumas clínicas referem até 15% de gestações bioquímicas. A incidência diminui com o aumento do número de embriões transferidos.

A frequência gira em torno de 15,4% transferindo-se 1 embrião, 12,8 % transferindo-se 2 embriões e cai para 5,1% quando se transfere 3 embriões. Alguns exames podem ser utilizados na investigação da gestação do primeiro trimestre de acordo com o período gestacional, detectando a presença da gestação, a implantação, anomalias genéticas, bem como o seu prognóstico.

Tabela-1: Tipos de exames utilizados para avaliar a gestação inicial, a implantação e o prognóstico da gravidez.


1) Concepção: - EPF (early pregnancy factor)
2) Implantação: - EDPAF (fator ativador de plaquetas derivado de embriões) SP1 (Schwangerschafts Protein 1 ou Glicoproteína beta1 específica da gravidez) - USG Saco Gestacional, Vesícula Vitelina, Batimentos Cardíacos Eembrionários

3) Prognóstico: - SP1- Gonadotrofina Coriônica (hCG)-PAPP-A (Proteína Plasmática A associada à gravidez)-AFP (Alfa Feto Proteína) -USG (Comprimento Crâneo Nádegas, Batimentos Cardíacos, Saco Gestacional)

4)Diagnóstico Genético: - Biópsia de Vilo Coriônico (CVS) -AFP -Estriol não conjugado -Gonadotrofina Coriônica (hCG) - relação de subunidades livres -USG (vaginal com probes de alta resolução) Baixos níveis de Beta-hCG no dia 11 pós-captação dos oócitos, quando o diagnóstico de gravidez é feito, indicam frequentemente o início dessas perdas precoces. O valor de corte para algumas clínicas é 21 mUI/l no 12º dia pós-transferência.

As gestações bioquímicas não são mais frequentes em mães com doenças tipo endometriose e outras, o que pode indicar que esses embriões estão fadados a morrer desde o momento da fertilização.  O aborto pré-clínico é uma realidade, contudo deve ser listado separadamente dos outros tipos de aborto e não deve fazer parte das estimativas de taxas de gravidez, a menos que sejam explicitamente estabelecidos.

Análises de "follow-up" mostram como muitas pacientes com essas perdas precoces engravidam em um ciclo subsequente. Sua situação é diferente de pacientes com abortos causados por anomalias cromossômicas ou de pacientes com aborto tubáreo em virtude de patologia tubárea.

Por outro lado, algumas pacientes com gestação bioquímica anterior apresentam risco de aborto subsequente maior, possivelmente mais tardio na gestação, com um número também menor de partos.
Gestações Bioquímicas constituem uma verdade e um problema em Reprodução Assistida.
 
De acordo com algumas estimativas de Edmonds (1982) cerca de 2/3 das gestações espontâneas terminam como abortos pré-clínicos. Sua frequência atual parece ser mais baixa e foi estimada em 22% de 198 gestações identificadas pelo aumento do hCG, porém sem detecção ao USG. (Wilcox AJ 1988). A maioria delas ocorreu em pacientes com espessura endometrial menor que 9 mm e sua origem não estava relacionada com os níveis de Estradiol.

Não se conseguiu determinar as suas causas. Forma mais tardia de mortes embrionárias, tais como "Ovo Cego" e falta de partes do embrião podem ser detectadas pelo USG e pelo aumento do hCG. Nesses casos podemos determinar a causa: Insuficiência Lútea, Diminuição da amplitude do pulso de Progesterona, ciclos alúteos, Anomalias genéticas. "

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Doenças Cardiovasculares


Se você fuma, come muita gordura, trabalha fora, tem vida sedentária e ainda por cima está acima do seu peso ideal, é forte candidato a sofrer um ataque cardíaco. O quadro fica ainda pior se você for diabético ou tiver casos de infarto na família.

O risco de ter um ataque cardíaco, tanto pode ser para homens, como para mulheres. O número de mulheres com doenças das coronárias tem aumentado muito nos últimos tempos. Se você faz parte deste grupo de risco, saiba como se proteger.

A maior responsável pela obstrução coronariana é o excesso de gordura - colesterol e triglicérides - no sangue. São elas que formam a maior parte das "placas de ateromas", camadas de gordura depositadas nas paredes arteriais. Essas placas, compostas basicamente de colesterol "ruim", o LDL, podem "entupir" as coronárias. Porém, o lado "bom" do colesterol, o DHL, protege a pessoa contra os problemas coronarianos. Esse processo de entupimento das artérias chama-se aterosclerose.

O que é o infarto, quais são os primeiros sintomas e tratamento

O infarto representa a morte de uma porção do músculo cardíaco (miocárdio), por falta de oxigênio e irrigação sangüínea. A oxigenação necessária ao funcionamento do coração ocorre por um conjunto de vasos sangüíneos, as artérias coronárias. Quando uma dessas coronárias se obstrui, impede o suprimento de sangue e oxigênio ao músculo, resultando em um processo de destruição chamado necrose, e se a área necrosada for grande, o coração pára.

O maior sintoma de um infarto é a dor. A sensação é de "aperto" localizada no peito, à altura do coração. Essa dor é tão intensa que provoca suores frios, náuseas, vômitos e vertigens, ela costuma se irradiar para os ombros e braços (geralmente o esquerdo), para a mandíbula, as costas, e a projeção do estômago no abdômen.

O diagnóstico do infarto é realizado através dos exames: eletrocardiograma, hemograma e dosagem, no sangue, de enzimas resultantes da destruição de células cardíacas.

O tratamento deve ser feito em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI),para prevenir complicações como as arritmias , a insuficiência cardíaca e para dissolver, por um processo chamado trambólise, possíveis trombos que se formem no local da obstrução.

Depois do infarto?

Depois que a pessoa sofre um ataque cardíaco é preciso avaliar o prejuízo, saber qual a extensão do miocardio que foi atingida pela necrose e qual coronária está entupida.

Para saber de tudo isso é preciso realizar exames como o ecocardiograma (ecografia do coração), testes de esforço (exame realizado com a esteira e a ergométrica) e a cineangiocoronariografia (verificação do estado das coronárias e, se necessário, do coração, através da introdução de uma microcâmera nas artérias cardíacas). Só então é escolhido o melhor tratamento definitivo ao caso.

Os métodos mais usados são as cirurgias em que se implantam pontes de veia safena ou mamária. Essas pontes criam uma via alternativa de passagem para o sangue que vai irrigar o músculo cardíaco.

Outra técnica também muito usada é a angioplastia, em que a placa de ateroma é esmagada por um balão de borracha introduzido através de uma artéria.

Mudar os hábitos. Uma questão de sobrevivência.

O primeiro passo é controlar a alimentação. A dieta deve ser composta de carnes magras, de preferência peixes e aves, e muita verdura e legumes. Os óleos indicados são os de origem vegetal, notadamente de milho ou de girassol. Azeite de oliva também é indicado pois é rico em DHL.

Os médicos recomendam começar um programa de exercícios sempre sob orientação. Caminhadas são aconselháveis. Outra recomendação é mudar os hábitos, fugindo do stress e tentando manter a calma em qualquer situação.

O risco de infarto nas Mulheres

Nas mulheres, o infarto costuma ser mais fatal que nos homens. Os fatores podem ser hormonais, que tornam a parede do músculo cardíaco mais fina necrosando com maior facilidade.

Há algum tempo atrás, infarto era coisa para homem. Mas, as coisas mudaram, e a cada dia que passa o número de mulheres infartadas é cada vez maior. As razões são inúmeras, a primeira delas é o fumo, que aumentou sensivelmente entre o público feminino.

A segunda razão é que nos dias de hoje a mulher participa como o homem na vida profissional competitiva. Além dela ganhar um espaço no mercado de trabalho, também ganhou hipertensão arterial, stress emocional e obesidade.

As pílulas anticoncepcionais, que mexem com todo o sistema circulatório, são outro fator. Quando é associado ao fumo, aumenta em dez vezes a chance da mulher infartar.

O outro motivo está na alimentação que está cada vez mais rica em gordura.